Autor: Teri Terry
Ano de publicação: 2013
Editora: Farol Literário
Número de páginas: 422
Sinopse: Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras?
ATENÇÃO: Esta resenha pode conter SPOILERS de Reiniciados, primeiro volume da trilogia Slated.
Fragmentada começa exatamente no ponto em que Reiniciados
termina: quando Kyla de algum modo se liberta de seu Nivo (aparelho que
monitora os níveis de felicidade) e memórias de seu passado começam a vir à
tona (embora devessem ter sido apagadas). Mas não todas as memórias vêm de uma
vez: elas surgem em flashes, às vezes em sonhos, e são confusas. Kyla se lembra
de ser Chuva, mas pouco sabe sobre Lucy, sua identidade original.
Enquanto procura desvendar o próprio passado, Kyla sofre
pelo desaparecimento de Ben e se sente pressionada por Nico, seu professor de
biologia que parece estar ali especialmente por causa dela. E Kyla deve decidir
como se posicionar diante do que vem acontecendo, considerando seus atos do
passado. Ademais, quer descobrir por que foi reiniciada — e como a intervenção
deu errado.
Este livro, como seu antecessor, prendeu-me do começo ao
fim. As lembranças de Kyla são reveladas aos poucos, contribuindo para o clima
de mistério, e ela desvenda os acontecimentos passados e as atitudes das
pessoas conforme essas lembranças vão reaparecendo. Aos poucos o leitor percebe
que Kyla está se envolvendo com pessoas perigosas, e que fazer escolhas é muito
importante.
A narrativa, como no volume anterior, é em primeira pessoa,
leve mas ao mesmo tempo instigante. A autora transita de um acontecimento para
o outro sem preencher o meio com minúcias e detalhes desnecessários. Não há
descrições excessivas, porém, senti que em algumas cenas faltou um pouco de
detalhamento.
A protagonista foi melhor explorada neste volume: diversos
aspectos de seu passado foram revelados e todos eles com o propósito de
explicar a trama do livro, especialmente o que tinha relação com sua
reiniciação. Os personagens secundários, contudo, não são tão bem explorados;
diversos deles me parecem importantes e têm seus próprios segredos a esconder, mas
pouco sobre eles é revelado.
O final trouxe algumas reviravoltas e deixou um ar de
expectativa para o próximo volume; este livro pareceu mais transitório entre o
primeiro e o terceiro volumes, apesar de apresentar acontecimentos de suma
importância para a trilogia como um todo. A trilogia Slated tem sido, até então, a melhor dentro do gênero de distopia
Young Adult.
Outros livros de Teri Terry:
- Slated #1: Reiniciados (resenha)
- Slated #2: Fragmentada
- Slated #3: Despedaçada


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